


Várias categorias funcionais encontram-se em greve no RN, paralisando serviços, que normalmente são prestados à população. Há quem diga, que nunca o Estado passou por situação semelhante. O movimento grevista iniciado pelos professores foi aumentando, com outras categorias também decretando a paralisação de suas atividades, utilizando um mecanismo legal de pressão para fazer o governo atendê-los. Vários setores, inclusive setores essenciais, já decretaram a parada de suas atividades no Estado. As greves se ampliam de forma nunca vista e a população é quem sofre com o transtorno causado.
Educação: O movimento foi iniciado pelos professores, que ainda continuam em greve, com 93% do total destes, fora da sala de aula. A coordenadora do Sinte, Fátima Cardoso disse que com o governo calado, se negando a negociar, os professores continuarão parados. Eles querem equiparação salarial com outras categorias.
Saúde: Os médicos com contratos temporários estão com os salários atrasados e paralisaram as atividades. À partir do dia 01 de junho, o movimento estará acrescido com a parada de todos os outros profissionais médicos, decretando uma greve geral da categoria. Eles reivindicam atualização do plano de cargos e salários e melhores condições de trabalho.
Polícia Civil: Querem a reestruturação da carreira dos agentes, acabar com a superlotação das delegacias, nomeação dos concursados e transformação da “quentinha” em vale refeição.
Detran, Idema, Emater, Jucern, Técnicos da SET, Centrais do Cidadão: Reivindicam o pagamento das parcelas de aumento salarial previstas no plano de cargos, carreiras e salários.
Motoristas e Cobradores de Ônibus: Reajuste de 7,5% e equiparação no valor do vale alimentação de todos para R$ 150. O vale dos cobradores é R$ 94 e dos motoristas é de R$ 140.
Dessa forma os serviços públicos prestados no RN encontram-se em sua maioria sem funcionar ou funcionando mal, com a população enfrentando sérios contratempos diários como engarrafamentos, congestionamentos no trânsito, falta de segurança, dificuldades de ter a quem recorrer em casos de assalto ou violência, suspensão das aulas, serviços de saúde comprometidos, além de muitas outras contrariedades.
O Chefe do Gabinete Civil mandou divulgar para a imprensa que o posicionamento do governo permanece inalterado, ou seja, só negocia com os funcionários públicos ou suas entidades de classe, quando as greves forem encerradas e os serviços normalizados. Resta aguardar.