19 maio 2013
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Blog do Seridó
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Revista acusa família de jovem morto de tentar extorquir o Corinthians

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Os 12 corintianos retidos na Bolívia vão completar 2ª feira 90 dias de prisão e não há precisão sequer de data para eles serem julgados. Mas a revista IstoÉ, que chegou às bancas neste sábado, traz informações importastes sobre o caso que provocou a morte do garoto Kevin Beltrán, dia 20 de fevereiro, durante um jogo da Libertadores.

De acordo com a revista, Jorge Ustarez Beltrán, tio de Kevin e advogado da família, pediu US$ 220 mil (cerca de R$ 400 mil) para libertar os 12 torcedores brasileiros presos em Oruro, acusados de participação no incidente.

O pedido teria sido feito a Sérgio de Moura Ribeiro Marques, advogado brasileiro contratado pelas famílias dos corintianos detidos na Bolívia. Em uma primeira conversa, Beltrán teria admitido ter consciência da inocência dos presos. Outro papo teve mais de uma hora de duração, diz a publicação, que transcreve parte do que teria sido discutido em um restaurante.

“Se não trabalharmos juntos, não iremos solucionar nem o problema da família de Kevin nem libertar os 12. Praticamente, o que propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Os familiares (do adolescente morto) buscam uma reparação material, civil, e isso poderia ser assumido pelo Corinthians”, diz o tio de Kevin, em um dos trechos publicados.

Ainda segundo a “Istoé”, que anexa à transcrição o parecer de um perito atestando a autenticidade da gravação obtida pela reportagem, o seguinte acordo é costurado: Beltrán produziria um documento declarando a inocência dos brasileiros e diria que o garoto estava de costas para o campo no momento em que foi atingido pelo sinalizador. A testemunha Beymar Jonathan Trujillo Beltrán, primo de Kevin, assinaria a petição. Estando o adolescente nessa posição, seria impossível o sinalizador ter partido da área do estádio Jesús Bermúdez onde estava a torcida do Corinthians. A contrapartida, exibida em anotação manuscrita de Jorge Beltrán ao qual teve acesso a revista, seria o pagamento dos US$ 220 mil.

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