27 jun 2010
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Blog do Seridó
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07:35min. 
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Imprensa repercute andamento da CPI da “folha de pagamento”

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Câmara Municipal de Caicó, continua investigando prováveis irregularidades no setor de pagamento da prefeitura municipal de Caicó, no período em que foi gerido por Aldeny Alves Pereira de Araújo.

A imprensa repercutiu as informações de que na última quinta-feira, 24 de junho, foram realizadas as oitivas daquelas pessoas que possam estar envolvidas nas irregularidades, inclusive no site Jus Brasil – página especializada na divulgação de informações no setor jurídico e política.

Além de Aldeny Araújo (foto 1), foram convocadas seu marido Thalys Fernandes Soares, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Antônio Neves, que coordenou um auditório junto ao Poder Executivo, e os secretário municipais Luis Henrique Nóbrega de Faria (Finanças), Delane Maria de Araújo Medeiros (Administração) e Ubalmagnus Góis (Saúde), além da servidora Maria Conceição de Morais.

Acompanhada pelo advogado José César Fechine, Aldeny Araújo e seu marido utilizaram o direito constitucional e se mantiveram calados, sem responder qualquer indagação.

 Segundo o relator da CPI, vereador Leleu Fontes (PDT), isso pode gerar a necessidade de acioná-los para prestar essas informações em juízo. Para Leleu, o depoimento do presidente do SINDSERV, Antonio Neves, indicou que “foram dadas ordens pelos secretários municipais, para que Aldeny realizasse determinados pagamentos em desconformidade com a lei”.

O Secretário Municipal de Finanças da Prefeitura Municipal de Caicó, Luiz Henrique Farias (foto 2) disse que, no seu entender, Aldeny não cometeu nenhuma irregularidade. Segundo ele, os procedimentos seriam relacionados a problemas administrativos na folha de pagamento e comunicou tais fatos ao prefeito Bibi Costa (PR), não sabendo dizer que providência foi adotada.

A última testemunha a ser ouvida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Maria Conceição de Morais, que teria, segundo o secretário de Finanças, comunicado as irregularidades de valores na conta corrente da ex-chefe do setor de pagamentos.  “O secretário não soube através de mim esta informação. E não sei de onde poderia ter surgido esta versão”, reafirmou.

Diante dos fatos apresentados, a comissão volta a se reunir para decidir os próximos passos, já que o presidente Almir Filho (PCdoB) detectou contradições. “Estão tentando ocultar provas, mas a verdade ela será soberana”, declarou ao afirmar que não está descartada a participação do Ministério Público e Tribunal de Justiça, para a obtenção de informações mais consistentes.

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