07 out 2010
 Por 
Blog do Seridó
 às 
14:50min. 
 em 
Roberto Germano:”Levamos a nossa mensagem a todos os recantos”

O ex-prefeito de Caicó, Roberto Germano (PCdoB), foi o candidato a deputado estadual mais votada no município, embora não tenha logrado êxito na eleição de 03 de outubro. Em entrevista coletiva à imprensa, ele avaliou a eleição, relação com o deputado Álvaro Dias e o seu futuro político.

Derrota

Nós fizemos um planejamento da nossa campanha. E tudo saiu de acordo. Infelizmente, o quociente eleitoral não foi atingido. Era praticamente garantida a eleição de dois candidatos. Fazíamos o planejamento de ser o segundo. A votação de Agnelo [Alves] não se registrou aquilo o que se esperava. Mesmo que tudo desse errado, a gente achava que Agnelo teria 50 mil votos. Se ele tivesse 35 mil, nós ficaríamos em segundo garantindo a eleição. Houve uma queda em todos os candidatos. Foi uma candidatura de última hora. A gente decidiu no mês de março, quando Álvaro [Dias] decidiu ser candidato a vice-governador.

Relação com Álvaro Dias

Nós não temos do que reclamar. Foi um companheiro correto. Estivemos juntos, fazendo a campanha. Vamos continuar unidos com esse bloco que participou da eleição, além de conversar com toda a oposição em Caicó, para que a gente possa construir o futuro.

Campanha no Seridó

O nosso planejamento era fechar dezoito mil votos no Seridó. A nossa campanha foi feita de propostas, debatendo com a população e buscando apoio. Infelizmente, nessa hora a parte econômica funciona. E algumas lideranças não nos apoiaram por conta disso. Nós levamos a nossa mensagem a todos os recantos e a população do Seridó entendeu.

Candidatura de Antonio Petronilo

Havia espaço para os dois. A perspectiva de ser o segundo foi alcançada. A coligação não conseguiu o índice para fazer os dois deputados. Todo mundo tem o seu espaço. A avaliação é de que faltou pouca coisa para gente.

Ataques pessoais de Vivaldo Costa

Eu não concordo com essa maneira de Vivaldo fazer política. Ele não ataca somente a mim, mas minha família inteira. Como minha mãe, que sempre deu guarita a ele. Quando Vivaldo foi candidato a primeira vez, o pai não o quis dentro de casa. Ele foi para a casa do meu pai [Francisco Germano] e de tio Emídio. E chegava duas horas da manhã. Minha mãe se levantava para atendê-lo. E, hoje, ela sofre muito com esses ataques.   

Invasão dos candidatos de fora

Foram muitos tubarões. A compra de votos rolou solta, pelo menos a tentativa. A população está consciente de que essas pessoas vêm com muito dinheiro, mas vão embora e não lembram mais de Caicó.

Candidatura 2012

Essa é uma decisão que não depende só de mim. Quando a gente entra na política, temos que conversar com muita gente, mas principalmente com o povo. E ele é que tem que dizer. Mas chegaremos à melhor decisão em consonância, principalmente, com o povo.

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