Após a morte de Genivaldo de Jesus Santos, no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a corporação criou um documento com orientações sobre como lidar na abordagem de pessoas em crise de saúde mental. O texto tem a data de 14 de junho, mas só foi divulgado agora, dois meses depois do morador de Umbaúba, no sul de Sergipe, perder a vida.
Genivaldo tinha esquizofrenia e morreu, em 25 de maio, após ser colocado à força na viatura, pelos agentes da corporação, que também espirraram gás lacrimogêneo e spray de pimenta dentro do veículo. Ele tinha 38 anos e, segundo laudo do IML, apresentava sinais de asfixia e insuficiência respiratória.
O documento da PRF inclui a recomendação de não ameaçar a pessoa em crise com prisão ou outras ameaças semelhantes, “pois isso pode criar mais medo, estresse e potencial agressão”. Assinado pelo Diretor de Operações da PRF, Djairlon Henrique Moura, o texto ainda orienta aos policiais que reduzam sinais luminosos e sonoros das viaturas para diminuir situações que provocam estresse (saiba mais abaixo) .
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