1083379-img_5024Após novos momentos de bate-boca e confusão, os senadores começaram a encaminhar a votação da reforma trabalhista no plenário do Senado. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), retornou ao local e, sob protestos da oposição, anunciou a reabertura dos trabalhos. Como a Mesa Diretora continuava ocupada pelas senadoras da oposição, Eunício se sentou no canto da mesa e, mais uma vez, fez uso do microfone sem fio.

Desde o fim da manhã, quando impediram Eunício de se sentar na cadeira de presidente, parlamentares oposicionistas obstruíram os trabalhos e permaneceram no plenário, sob a condição de ser votado separadamente um dispositivo do projeto que trata do trabalho de mulheres grávidas em locais insalubres. O senador suspendeu a sessão por tempo indeterminado e determinou o desligamento das luzes do plenário.

Às 18h36, três minutos depois de retornar ao local, Eunício pediu que as lideranças de partidos orientassem suas bancadas sobre como votar. “Senhoras senadoras e senadores, já podem votar”, disse Eunício, sob aplausos de governistas. Como forma de protesto, parlamentares da oposição pediram que fosse concedido o tempo regimental para que os líderes se manifestassem, ao que Eunício argumentou que não poderia abrir o microfone e conceder a palavra enquanto não se sentasse na cadeira. Após 11 minutos de confusão e bate-boca entre os parlamentares, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se levantou e, seguida das outras parlamentares, deixou a mesa.