A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, já completa dois anos e a fatura dos custos pela sua realização continua chegando. Depois da promessa de que o evento esportivo deixaria um legado para o país, a única herança mais palpável por ora são as dívidas acumuladas por cidades sede, além das citações de desvios de dinheiro nas investigações da Lava Jato em ao menos metade das cidades sede. Neste momento, está em curso uma negociação do Governo Temer com os governadores dos Estados que possuem estádios considerados elefantes brancos, construídos para o evento, e que hoje estão sem público.
O Rio de Janeiro, que promoveu benfeitorias no Maracanã, está na lista dos principais beneficiados pelo refinanciamento da dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que o Governo interino de Michel Temer pretende anunciar nas próximas semanas. O Estado, que decretou calamidade pública e será a sede dos Jogos Olímpicos, é o mais endividado entre os 12 que acolheram jogos da Copa. Pagou somente 37% do total do valor que financiou para as obras.