Por: Edilson Damasceno A expressão fim de governo traz o sentido de que algo não está bom ou que, realmente, a coisa está no fim. Em Mossoró, por incrível que pareça, o fim não é agora e foi iniciado algum tempo passado. Especificamente ainda em 2013, quando houve a cassação da então prefeita eleita e a Justiça Eleitoral determinou que novas eleições fossem realizadas.
A partir daquele momento, a frase que inicia este texto se fez presente de maneira surpreendente, a ponto de gerar expectativa negativa na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e a provocar instabilidade política e administrativa. Isso até maio de 2014, quando, efetivamente, novo pleito foi realizado e o eleito foi o prefeito interino, o então presidente da Câmara Municipal, Silveira Júnior (PSD), com curiosos 68.915 votos.
O que se vê agora, passado esse tempo – de maio de 2015 até agora -, é que se vendeu “gato por lebre”, seja pelo fator político ou por questões econômicas. É bem verdade que a crise financeira que assola os Municípios brasileiros está sendo responsável pelo fim da carreira política de muitos gestores. Mas também é verdade que, com a incapacidade administrativa de muitos, algumas cidades estão em um verdadeiro caos.
O prefeito Silveira Júnior saiu do patamar de quase 70 mil votos, obtidos nas eleições suplementares de 2014, para o ostracismo popular em 2016. Ele até tentou emplacar candidatura à reeleição, mas o resultado de meses passados não garantiu a sequência de seu projeto e ele acabou desistindo da disputa. As pesquisas que foram divulgadas mostravam que Silveira ficaria na quarta colocação.
