Incomodado com o esgarçamento da relação do governo com o Congresso, o ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem articulando diretamente com lideranças petistas de Câmara e Senado. De janeiro para cá, ele intensificou os contatos e passou a dar orientações diretamente a correligionários.

A articulação política do Palácio do Planalto tem sido duramente criticada pela base aliada. Os principais alvos da insatisfação são os ministros da Relações Institucionais, Pepe Vargas, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Na tentativa de aparar arestas com o Parlamento, Lula convenceu a presidente Dilma Rousseff a incluir outros nomes na coordenação de governo.

Pressionou, até conseguir, a inclusão do vice Michel Temer (PMDB) no núcleo duro. Eduardo Braga (PMDB), ministro de Minas e Energia, e Gilberto Kassab (PSD), das Cidades, também foram admitidos no grupo. Petistas já defendem a ida de Jaques Wagner (Defesa), considerado um articulador mais habilidoso que Mercadante, para a Casa Civil.