Os protestos contra a Copa do Mundo, inicialmente pacíficos terminaram em confusão e com 128 pessoas detidas pela polícia em São Paulo. Os manifestantes e a Polícia Militar entraram em confronto no centro da cidade.

 Os manifestantes começaram a depredar estabelecimentos comerciais em São Paulo na Rua Barão de Itapetininga, na região do Theatro Municipal. A primeiro loja a ser atacada foi um McDonald’s. Os policiais fizeram uma barreira para tentar proteger o restaurante e os manifestantes começaram a correr e destruir agências bancárias pelo caminho.

Somente na Rua 7 de Abril, jornalistas presenciaram o ataque a três agências bancárias. Os manifestantes colocaram fogo em terminais de atendimento dentro de agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco. Houve início de incêndio. Os black blocs correram em direção dos PMs e lançaram bombas caseiras de coquetel molotov.

Com os black blocs na dianteira, a manifestação desceu a Avenida Brigadeiro Luís Antônio gritando palavras de ordem contra o Mundial. Assustados, vários comerciantes fecharam as portas quando a multidão se aproximava.  Por volta das 17h30, cerca de mil e quinhentas pessoas ocuparam a Avenida Paulista e fecharam os dois sentidos da via. Segundo a PM, um efetivo de dois mil homens está na área, de prontidão.

A PM não enfrentou resistência para revistar barracas armadas pelos manifestantes. O ato é organizado por vários grupos que participaram dos protestos de junho do ano passado, como os black blocs, Assembleia Nacional de Estudantes Livre, Periferia Ativa, entre outros. No evento “Não vai ter Copa”, 23 mil pessoas já confirmaram presença pelo Facebook