16 jul 2012
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Blog do Seridó
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Professores do estado estão sem receber salários há quatro meses

Atuando em sala de aula desde o mês de março, quando assumiram os seus cargos no início deste ano letivo, cerca de 800 professores da rede estadual convocados por meio de concurso público realizado no ano anterior, estão sem receber salários há quatro meses, incluindo o mês corrente. A promessa do Governo do Estado é de que estes vencimentos sejam pagos com retroatividade no final deste mês de julho, porém, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN) diz que há especulação de que o pagamento seja feito em agosto, o que não seria aceito pela categoria. De acordo com o coordenador geral do Sinte/RN, José Teixeira, muitos destes profissionais tiveram que abdicar de outros empregos ou mesmo mudar de cidade para assumir ao cargo. Sem receber salários estão tendo enormes prejuízos e até contraindo dívidas.

“Nós estamos pressionando o Governo para que estes professores sejam pagos agora em julho. Muitos largaram outro emprego ou foram morar em outra cidade e estão tendo que ‘se manter a fiado’ porque não têm dinheiro para nada. Isso é uma falta de sensibilidade com o profissional”, diz José Teixeira, acrescentando que teve informações que o pagamento seria realizado apenas no mês de agosto. A cobrança feita pelo Sindicato irritou a secretária estadual de Educação, Betânia Ramalho, segundo o coordenador do Sintest/RN. “Nós argumentamos que é um absurdo que professores estejam trabalhando há meses sem receber nem o primeiro salário e a secretária disse que isto geralmente acontece com novos nomeados. Nós sabemos que juntar estes três, quatro meses já é até uma tradição do Estado, mas isso não significa que esta postura não pode ser mudada”, critica José Teixeira.

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1 Comentário

  1. junior disse:

    Tão simples, é só não ir trabalhar, classe dos professores é oprimida no Brasil e além de oprimida e desvalorizada é desunida, culpa dos próprios professores, que ao invés de se valorizar, ganham pouco e brigam e vendem suas horas de trabalho por menos ainda, fazendo assim sua própria desvalorização.

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