A presidente Dilma Rousseff procurou minimizar nesta sexta-feira, 21, a movimentação da base aliada, quando parlamentares se movimentam para a criação de um bloco parlamentar, cujo objetivo seria estabelecer na Casa um novo “centrão” – grupo com maioria no Parlamento para controlar a pauta legislativa.

O bloco dos descontentes com o governo, formado por sete partidos da base aliada na Câmara, preocupa o PT e o Palácio do Planalto. Com o PMDB à frente, o grupo não esconde o mal-estar com a presidente, entoa nos bastidores o coro do “Volta Lula” e dá sinais de que vai isolar o PT e segurar votações de interesse do governo.

“Nunca ficou tão explícita a tensão entre o PMDB e o governo”, resumiu o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), que na quarta-feira reuniu petistas para um jantar em sua casa e ouviu inúmeras queixas sobre a articulação política do Planalto. “Essa crise é preocupante. Tem um matinho seco esperando alguém jogar bituca de cigarro.”