O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), avisou ao vice-presidente Michel Temer que a legenda abre mão de ocupar um ministério em seu provável novo governo. Com a decisão, o partido pretende incentivar a redução do número de pastas e superar as pressões feitas por outras siglas para ocupar o primeiro escalão do presidente interino. “Seria um desastre manter o mesmo número de ministérios, daríamos um péssimo sinal à sociedade”, disse Freire. O PPS segue o PSB, que resolveu ontem (10) não indicar nem chancelar qualquer indicação para o governo Temer.

Roberto Freire já tinha sido convidado pelo peemedebista para ser ministro da Cultura. A recusa deu a Temer a desculpa que ele precisava para reduzir o número de pastas e superar as pressões feitas por partidos que estavam fora do governo Dilma Rousseff, como o DEM e o PSDB, que exigem uma vaga no primeiro escalão do governo em troca do apoio a temer no Congresso. Além de Freire, o senador Cristovam Buarque (DF) e o deputado Raul Jungmann (PE) também estavam na lista de ministeriáveis.