Após polêmica causada pela morte de um recem nascido, a direção da Fundação Carlindo Dantas, órgão que mantém o Hospital do Seridó, informou o afastamento do médico Valdemar Araújo.

De acordo com a direção, o afastamento é para garantir a integridade física do profissional de saúde.

Já o Conselho Municipal de Saúde não recebeu com satisfação a alegação da Fundação Hospitalar Carlindo Dantas sobre o afastamento do médico Valdemar Araújo de suas funções, alegando estar garantindo a integridade física do profissional. Procópio Lucena, na condição de presidente do conselho pensa diferente. Segundo ele, o  afastamento do profissional não é simplesmente para cuidar de sua integridade física, mas de cuidar da vida das pessoas.

Procópio também discordou das afirmações do promotor de Justiça, Diogo Maia ao dizer que denúncias contra médicos é uma raridade no municipio de Caicó.  Procópio lembrou a situação da APAE, que tem crianças sequeladas e vítimas dessa situação de saúde que acontece hoje em Caicó.
Relembre o caso:

Bebê morre após parto realizado com negligência em Caicó

Um caso revoltante está circulando na imprensa do Seridó.

Uma jovem senhora identificada por Carla Simone dos Santos, foi levada às 3 horas da manhã do último dia 27 de outubro para o Hospital do Seridó. Carla estava em trabalho de parto e ao ser submetida ao exame de toque,foi constatado que ela estava com um centímetro (1 cm) de dilatação.

O fato é que 8 horas após dar entrada ao hospital, a dilatação da paciente era a mesma. A jovem não conseguiria dar a luz em parto normal ao seu filho, foi aí que o médico Dr Valdemar Araújo, foi chamado para fazer o atendimento a jovem que inclusive já estava desmaiada.

Segundo relatos de familiares da paciente, Dr Valdemar se recusou a atender a vítima e mandou que os políciais do referido hospital botassem pra fora os pacientes da moça.

Carla só foi levada a sala de parto após às 15 horas, quando o marido da paciente perguntou a Dr Valdemar se ele iria deixar a jovem e a criança morrer. Como resposta, Dr Valdemar se deitou ao lado da cama simulando que também iria dar a luz e disse: “Pode morrer, até eu vou morrer um dia!”.

O parto começou a ser feito, a criança nasceu mas estava com o cordão umbilical enrrolado no pescoço e ela teve uma parada respiratória. Foi quando mãe e filha foram levadas para Currais Novos. A criança estava em estado grave e com coágulos na cabeça em decorrência do parto forçado.

A brutalidade do parto pode ser vista pelas marcas deixadas na barriga da mãe.

A criança ficou algumas horas na encubadora mas não resistiu. Familiares que esperavam uma nova benção em casa, agora levam a criança para fazer o sepultamento.

O médico ainda não se pronunciou sobre o caso.