O carismático papa Francisco deve quebrar protocolos na JMJ de 2013, realizada entre os dia 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro (Foto: Tullio M. Puglia/Getty Images)

Nesta 28ª edição da Jornada Mundial da Juventude que ocorre entre os próximos dias 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro, papa Francisco vai continuar a quebrar protocolos. Mesmo sem descumprir os compromissos já agendados para o evento. “Não será surpresa se ele largar o papel no meio de um pronunciamento e improvisar, ou fazer paradas com o papamóvel para tocar os fiéis (como já tem feito nas audiências semanais no Vaticano)”, diz o diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Valeriano dos Santos Costa.

Até mesmo as liturgias das missas, já divulgadas pelo Vaticano, serão diferentes, marcadas por vocabulário de fácil compreensão. “São mensagens carregadas de simplicidade e afetividade. Em mais de 20 anos analisando liturgias, nunca vi nada parecido”, diz Costa.

Francisco vai dar trabalho aos 8.600 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, mobilizados para fazer sua segurança durante a visita ao país. As recentes manifestações ocorridas na capital fluminense, com atos de vandalismo, violência e depredação, não o assustaram.

Apesar dos últimos episódios, ele já abriu mão dos vidros blindados do papamóvel para percorrer o Centro do Rio de Janeiro e vai caminhar por ruas da comunidade de Varginha, no Conjunto de Favelas de Manguinhos, no subúrbio do Rio de Janeiro. As possibilidades de ocorrerem protestos durante sua visita também não o afligem. “Francisco é o papa do diálogo. Ele estimula o convívio harmonioso com o outro, com o que pensa diferente”, diz o diretor da Faculdade de Teologia da PUC-SP.