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Apontado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) como funcionário fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, de 54 anos, disse que, caso seja condenado pela Justiça, não tem como devolver o valor de R$ 18 milhões ao Estado. “Eu não tenho, vou ficar preso então. Não tenho nada para oferecer. O dinheiro está com essas pessoas”, diz, apontando para um folheto onde há pessoas atendidas por obras sociais criadas por ele.

Conhecido por arrastar multidões às suas missas, Padre Luiz foi admitido em 1980 na Assembleia Legislativa e, segundo a denúncia, teria recebido até agora, R$ 3 milhões sem prestar os serviços pelos quais foi contratado. Porém, o montante a ser devolvido, segundo o MP, pode aumentar por conta de juros e multas.

O padre justifica que usa todo o seu salário para ajudar outras pessoas. “Sou funcionário efetivo e fiz uma opção para ganhar um salário da Assembleia um pouquinho maior, hoje de R$ 7,3 mil líquidos. Pago Ipasgo [plano de saúde para servidores públicos estaduais] para as pessoas doentes que eu cuido e sobra R$ 6,3 mil para comprar algum alimento para eles”, diz.