
O conflito entre Israel e o Hamas continuava se intensificando nesta segunda-feira na Faixa de Gaza, após seu dia mais sangrento e apesar dos apelos da comunidade internacional por uma trégua. O Conselho de Segurança da ONU pediu no domingo “o fim imediato das hostilidades” que já deixaram mais de 500 palestinos e 20 israelenses mortos – 18 deles soldados – desde o início do conflito, no dia 8 de julho.
Na manhã desta segunda-feira, ao menos nove palestinos de uma mesma família, entre eles quatro crianças, perderam a vida em um ataque aéreo israelense contra sua casa em Rafah (sul da Faixa). Em Khan Yunes, no sul, foram encontrados os cadáveres de 16 pessoas sob os escombros de uma casa também alvo de um bombardeio.Mais de 140 palestinos faleceram no domingo, a metade deles em Shejaiya, um bairro periférico do leste da cidade de Gaza (norte) atacado duramente pelo exército israelense.
Ao sul de Israel, o exército matou nesta segunda-feira dez combatentes palestinos que conseguiram se infiltrar por dois túneis do reduto controlado pelo movimento islamita Hamas. Segundo a rádio militar, soldados israelenses foram atingidos durante a troca de tiros, sem informar se haviam sido mortos ou feridos.
Na manhã desta segunda-feira as localidades israelenses localizadas perto da Faixa de Gaza foram colocadas em estado de alerta e seus habitantes foram alertados a não sair de suas casas.