O brasileiro optou por manter produtos não básicos na cesta de compras no primeiro semestre deste ano, ao contrário do comportamento que se espera em tempos de mais pessimismo e menos confiança na economia.

E, para enfrentar a inflação mais pesada no bolso, reduziu em até quatro vezes a ida ao supermercado dependendo de sua faixa de renda, optando por comprar quantidades maiores quando o preço está vantajoso.

Dados da Kantar Worldpanel, especializada em pesquisa e comportamento de consumo, mostram que o ajuste no orçamento foi feito não só pela menor frequência mas também pela redução de itens básicos no carrinho.

Em valor, o gasto cresceu em média 11% no primeiro semestre ante igual período de 2012 -reflexo direto da maior pressão de custos. Mas em volume comprado (considera a ponderação entre as diferentes medidas dos produtos: quilos, litros e unidades) o aumento foi menor, 3%.