
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi oficializada nesta quarta-feira como candidata do PSB à Presidência da República. Nos bastidores, ampliou seu poder sobre a campanha – terá mais controle, por exemplo, sobre o caixa do comitê. Em público, deu sinais ao mercado a fim de afastar temores de que uma eventual vitória sua seja uma aventura, principalmente na área econômica.
Marina defendeu o tripé econômico de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Segundo ela, desde 2010 essa é sua posição. Também se disse favorável à autonomia do Banco Central e lembrou que Eduardo Campos, morto na semana passada em um acidente aéreo, advogava que essa autonomia deveria ser formal. Ela disse que o tema – se a autonomia precisaria ser formal ou não – está em discussão pela equipe do programa de governo e que sua decisão virá após posicionamento dessa área.
O acordo interno do PSB foi costurado numa longa reunião realizada quarta-feira na Fundação João Mangabeira, em Brasília. De um lado, os integrantes do partido. Do outro, a Rede, grupo de Marina que se alojou no PSB no fim do ano passado após a Justiça Eleitoral barrar sua existência como legenda por falta de assinaturas válidas.
O objetivo de Marina é manter em pé o discurso de “nova política” que adotou desde que iniciou a tentativa de criar a Rede.