Em busca de um acordo com o governo para votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna impositiva a execução das emendas parlamentares, os líderes partidários da Câmara decidiram estabelecer que 30% do valor das emendas deverão ser destinados para a área da saúde.

Pelo texto aprovado por uma comissão especial, o Executivo será obrigado a executar 1% da receita corrente líquida no exercício do ano anterior em emendas propostas por deputados e senadores. O valor corresponde a cerca de R$ 10,5 milhões para cada parlamentar. No entanto, prevê que parte desse montante poderá ser colocada como resto a pagar.

Para o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a proposta vai facilitar a votação em primeiro turno da PEC hoje. “A questão dos 30% [para a saúde] não é um gesto do governo, é do Parlamento que, sabedor da demanda da saúde por mais recursos, esta Casa teve esse gesto se antecipando a essa definição que poderá vir por parte do governo”, disse