A 34ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 22, que prendeu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, apura o repasse de propinas para o ex-ministro José Dirceu e para o marqueteiro do PT João Santana. Os valores seriam propinas da Mendes Júnior e da OSX Construções Navais pelo contrato de construção das plataformas de exploração de petróleo para o pré-sal P-67 e P-70.
O Ministério Público Federal afirma que foi identificado repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore (Mendes Jr e OSX) com base em contrato ideologicamente falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. “Conforme prova testemunhal e documental, o valor foi transferido no interesse de José Dirceu e de pessoas a ele relacionadas”, informa a força-tarefa da Lava Jato.
O dinheiro foi repassado do grupo Tecna/Isolux para a Credencial Construtora, empresa de fachada – cujos donos estão presos – utilizada em outros negócios pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil para o recebimento de propinas. A Credencial recebeu da Tecna/Isolux R$ 10 milhões no período.