
Após horas de cerco, a polícia francesa matou nesta sexta-feira os irmãos Chérif e Said Kouachi, suspeitos do atentado contra o jornal “Charlie Hebdo”. Eles mantinham um refém em uma gráfica no Norte da França, que foi libertado pelas forças de segurança, segundo a imprensa francesa. Em outra operação, a polícia matou um homem ligado aos irmãos Kouachi, que invadiu uma mercearia no Leste de Paris.
Ainda não se sabe a identidade do refém. Há relatos de que poderia ser um homem de 28 anos, que deveria estar na gráfica no momento do ataque, e sua família não consegue contatá-lo.
O motorista que teve seu carro roubado pelos irmãos Kouachi na quarta-feira, após o ataque ao “Charlie Hebdo”, contou à rádio Europe1 que ao partirem eles disseram: “Se por acaso falar com mídia, você dirá: “É al-Qaeda no Iêmen”.
Fontes europeias e americanas divulgaram que um deles teria passado uma temporada no Iêmen em 2011, onde teria recebido treinamento com militantes do grupo terrorista.
Os supostos autores do ataque, um dos piores na História da França, entraram na quarta-feira na sede do jornal aos gritos de “Allahu akbar” (“Alá é o maior”) e mataram 12 pessoas. Entre eles estão o diretor da publicação, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e alguns dos cartunistas mais famosos da França — Georges Wolinski, Jean Cabut e Bernard Verlhac, que assinava como Tignous.