Um representante do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), identificado por Carlos, rebateu ontem quarta-feira (20), em entrevista a emissora 106 FM, dentro do programa A Hora do Povo, insinuações de que os agricultores ligados ao movimento estariam com atitudes suspeitas em áreas próximas ao acampamento montado na Emparn, em Caicó. Segundo Carlos, o movimento não é uma quadrilha e é integrada por homens e mulheres de bem e segundo ele, existem regras no acampamento que são seguidas rigorosamente.
Ele afirmou que insinuam que os animais bovinos existentes no local, seriam de origem suspeita. De acordo com Carlos, os animais existentes no local são dos próprios agricultores e mostrou na ocasião, guias de vacinação e documentos que mostram a autenticidade das autoridades do estado, sobre a propriedade dos animais. Segundo o representante do MST, o gado adquirido é fruto do trabalho dos agricultores e em grande parte de empréstimos conseguidos junto a rede bancária.
Ele também negou qualquer tipo de ameaça pelo movimento feita ao gerente local da Emparn, José Augusto. Segundo Carlos, não houve por parte dos agricultores qualquer atitude contra o gerente, embora o mesmo tenha atingido o movimento chamando seus integrantes de desocupados e meliantes. O representante do MST lembrou que vão ficar na área ocupada até a decisão a ser tomada pelo governo do estado de comum acordo com a justiça. Ele lembrou que o movimento não é político e o único interesse de todos os agricultores é terem a terra para produzirem.
