Recorrente nas discussões, os balneários da cidade aos poucos começam a voltar ao centro das discussões. Questionado na manhã desta quinta-feira (05) sobre a situação das áreas de lazer, o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, Alvamar Queiroz, afirmou que a instituição não pode interferir nas decisões tomadas pela justiça.

“O Ibama é órgão fiscalizador, de controle. Uma vez que nós executamos a ação, então saímos da situação e nos tornamos coparticipes do processo. O condutor é o Ministério Público Federal, que tinha quatro ações civis publicas. Então o que eles decidiram o Ibama não cria obstáculos, de forma alguma. Agora, o nosso papel fica sempre em evidência por sermos fiscalizadores”, disse o superintendente.

Sobre as mudanças na lei que tornaram proibidas as áreas de lazer no município de Caicó, ele afirma que é responsabilidade do legislativo. “As leis são feitas pelo legislativo e é determinada ao Ibama executar as medidas. Quando nós saímos para uma missão, vamos executar e não aconselhar. Temos alguns estados que, como Santa Catarina, que toda vez que se compra algo para empreendimento, antes se consulta o órgão fiscalizador estadual e ambiental. Se for proibido já não se compra. Diferente do que acontece no RN, depois que o cidadão compra e constrói aí se chega a conclusão da proibição”, destacou ele.