CORONAVÍRUSA Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte quer manter cerca de 120 leitos críticos criados durante a pandemia do novo coronavírus como ‘legado’ nas regiões do estado, após a crise. O número integra um planejamento que está sendo feito dentro da secretaria, mas que já enfrenta um desafio: o financiamento, segundo afirmou o secretário de Saúde, Cipriano Maia.

Em média, um leito custa R$ 3 mil por dia aos cofres públicos, porém, os que são habilitados pelo Ministério da Saúde recebem repasses federais, que ajudam no custeio. Para o secretário Cipriano Maia, a classe política do estado terá que se unir para buscar a manutenção do co-financiamento e garantir a resolução de um “gargalo histórico no sistema de saúde do estado”.

A rede pública de saúde do Rio Grande do Norte chegou a criar ou contratar 312 leitos de UTI durante a pandemia do novo coronavírus, para atender a demanda de pacientes graves. Mas com a diminuição dos casos, o estado começou a transferir parte dos leitos para o atendimento de outras doenças. Atualmente há 260 leitos para Covid-19.