Ex-funcionários da construtura Odebrecht revelaram, em tentativa de delação premiada, pagamentos de pelo menos R$ 100 milhões em propina ao PT em negociações intermediadas pelo ex-ministro da Fazendo Guido Mantega.
Segundo informações do jornal O Globo, o esquema era realizado por meio do Setor de Operações Estruturadas da holding, apelidado pelo Ministério Público Federal (MPF) de “escritório de lavagem e pagamento de propina”.
O setor, comandado pelo direto Hilberto Silva, teria feitos os pagamentos em troca de benefícios aprovados recentemente, como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de imposto de renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.
Ao ser procurado pela reportagem, o advogado de Mantega, João Roberto Batochio, afirmou que ele “repele e rechaça com veemência a imputação” feita contra seu cliente. Na opinião dele, “delatores de plantão que buscam trazer pessoas de visibilidade para o centro da investigação, quando não há motivo justo, estarão implicados em outras obrigações”.
