15 set 2010
 Por 
Blog do Seridó
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12:02min. 
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Ex-presidente Fernando Henrique acusa Lula de agir como ‘chefe de facção’

Para ele, o Supremo Tribunal Federal deveria atuar para impedir excessos de seu sucessor, que ‘quer o poder absoluto’

Em entrevista à Rede Mobiliza, portal de internet do PSDB, o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso acusou Lula de extrapolar e afirmou que ele abusa do poder político.

“Eu vejo um presidente que virou militante, chefe de uma facção política, e acho que isso está errado. Acho até que caberia uma consulta ao STF porque, se você não tiver instrumentos para conter essa vontade política, fica perigoso”, afirmou

De acordo com o ex-presidente, alguma instância tem de dizer que o presidente está extrapolando e abusando do poder político de maneira contrária aos fundamentos da democracia.

Reagindo à declaração do presidente Lula, que afirmou querer “extirpar o DEM” da política brasileira, FHC disse que Lula é autoritário, quer o poder absoluto e está em apoteose mental.

“Quando o presidente diz que quer eliminar um competidor, ele quer o poder total, isso é autoritarismo. Um presidente não pode fazer isso”, afirmou Fernando Henrique Cardoso

Ele teceu comparações entre sua postura, em 2002, quando José Serra (PSDB) também concorreu à Presidência, e a de Lula, neste ano, em relação a Dilma Rousseff (PT) e criticou o fato de Lula misturar sua função de integrante de um partido com a de líder de uma nação.

“Eu apoiei Serra, mas não extrapolei os limites nunca, porque quando o presidente fala envolve o prestígio dele não como líder de um partido, mas da instituição que ele representa”, afirmou FHC, acrescentando que Lula tem problemas “freudianos” com ele e por isso vive “denegrindo” seu governo.

“Lula perdeu para mim duas vezes e não engoliu, quer me derrotar de novo, mas eu não sou mais candidato. Lula não precisa ser tão mesquinho e estar o tempo todo distorcendo dados.”

FHC disse que o escândalo de tráfico de influência envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, é uma reedição do mensalão.

“Estar com alguém no Planalto, na sala ao lado do presidente, planejando para beneficiar uma empresa, tenho que dizer, isso é o mensalão de novo, não é lobby.”

Ao falar sobre a quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB e familiares de José Serra, FHC deu a entender que o episódio não tem sido bem explorado pela campanha tucana.

“Sigilo fiscal pouca gente vai entender, até porque pouca gente preenche o formulário da Receita. É uma palavra abstrata. Nesse sentido, temos de ser claros: é um acúmulo de coisas erradas, você se sente violado, sua vida devassada. Isso o povo entende”, concluiu.

Com informações do www.estadao.com.br
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