Perto do fim do prazo para apresentar os Orçamentos de 2016 às assembleias legislativas, os governos estaduais fazem um último esforço de corte de despesas para evitar repetir o governo federal e serem obrigados a enviar uma proposta com déficit.

Diante da reação negativa que o governo federal teve com o orçamento deficitário, incluindo a perda do grau de investimento atribuído pela agência Standard and Poor’s, os governos estaduais buscam maneiras de rever as contas e equilibrar o orçamento.

Alegando problemas financeiros e endividamento, governadores de oito estados estiveram na Câmara na semana passada para defender a proposta do governo de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Eles querem aumentar a alíquota de 0,2% sugerida pelo Palácio do Planalto – um dos pontos do pacote de medidas do governo federal – para 0,38%, a fim de que as receitas do tributo sejam compartilhadas com estados e municípios.