Brasília - Senador Delcídio do Amaral coordena o 1º Fórum Nacional de Infraestrutura. Em debate, transporte, energia elétrica, combustíveis, mineração, telecomunicações, saneamento, entre outros(José Cruz/Agência Brasil)

Na conversa que manteve no dia 4 de novembro com Bernardo Cerveró – filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras preso na Operação Lava Jato – o senador Delcídio Amaral (PT-MS) citou nominalmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os quais teria influência.

Com a promessa de interceder a favor de Cerveró, ele disse ter conversado com o ministro Dias Toffoli e que iria conversar com os ministros Luiz Fachin e Gilmar Mendes, além de prometer “interlocução” com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o vice-presidente Michel Temer.

Os R$ 50 mil que Delcídio ofereceu à família de Cerveró, a serem pagos de forma parcelada, seriam financiados, segundo a conversa gravada do senador com o filho de Cerveró, por André Esteves, controlador do banco BTG Pactual. Esteves teria, segundo Delcídio, cópia de minuta do acordo de delação premiada de Cerveró o que, para a Justiça, confirma a existência de um canal de vazamento na Operação Lava Jato.