O secretário municipal de Saúde, George Antunes, concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (1) para prestar esclarecimentos sobre a aquisição dos ventiladores pulmonares mecânicos realizada pela SMS em maio de 2020, alvo de investigações pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo ele, os 20 respiradores foram adquiridos em caráter emergencial para ampliação de leitos de UTI no município, durante o auge da pandemia de Covid, período de extrema escassez de equipamentos e medicamentos em todo o Brasil. A aquisição dos ventiladores propiciou o salto de leitos críticos em todos os hospitais municipais, de nove para 64 UTIs.

O secretário fez uma retrospectiva do começo da pandemia, lembrando que entre maio e junho do ano passado a crise atingiu seu ponto crítico, no qual havia falta de equipamentos, medicamentos e até itens de higiene e o mercado estava sem parâmetro para valores ou prazos de entrega. “Naquele momento de falta de equipamentos, todos os esforços eram para salvar vidas”, lembrou.

O secretário disse que o mapeamento emergencial de empresas para a aquisição dos insumos levou em consideração prazos e garantia de entrega, respeitando a legalidade na dispensa de licitação, já que o período de pandemia permitia a aquisição emergencial. “Uma licitação dura em média um ano, então nos pautamos pela Lei nº 13.979/2020. Mesmo com essa lei editada para facilitar os processos de compras públicas de forma direta, fizemos uma pesquisa de preço. Tinha empresa que dava prazo de três meses, então era um período de correr contra o tempo”, afirmou.