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A defesa da viúva do empresário Ademar Miranda, morto a tiros em junho, afirmou nesta terça-feira (13) que a prisão da estudante de Direito Marta Renatta Borsatto, de 36 anos, “não tem fundamentos”. O advogado Fernandes Braga ainda afirma que existem provas de que o empresário recebia ameaças da primeira mulher dele. “Existe um BO de Ademar contra essa ex-mulher, relatando ameaças de morte. E também um termo de depoimento de um homem que diz ser contratado por ela para matar Ademar”, afirma Braga.

Renatta foi presa na última quinta-feira (8) suspeita de ser a autora intelectual do crime, mas segundo o advogado não existem provas de que ela estaria coagindo testemunhas. “Não foi dito nada, não apresentaram nenhuma prova”, diz Fernandes. Já o delegado Ernani Leite, que conduz as investigações, disse que Renatta estava se contradizendo. “Ela caiu em contradição várias vezes e ainda tentou induzir algumas testemunhas a falarem o que ela queria. E como nós tínhamos um mandado de prisão foi dada voz de prisão aqui na delegacia mesmo”. Renatta está presa no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Emaús, bairro de Parnamirim, na Grande Natal.

O advogado afirma que existem três documentos com informações relevantes. “Essas três peças mostram que Ademar tinha conflitos com a primeira mulher, que queria vê-lo morto”, explica. Os documentos em questão são um Boletim de Ocorrência de Ademar contra a primeira mulher, lavrado em 2010, denunciando ameaças da mulher. O segundo documento é um Termo de Depoimento, também de 2010, de um homem que afirma ter recebido uma proposta de matar Ademar em troca de uma moto. Esse homem mantinha relacionamento com a primeira mulher de Ademar.