f_361179A presidente afastada Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (29), ao abrir seu depoimento no Senado durante o julgamento do impeachment, que pode sentir na boca o gosto amargo da injustiça, mas que resiste por ser acusada “injusta e arbitrariamente”, sem ter cometido qualquer crime de responsabilidade

Em seu último depoimento antes da votação final do processo de impedimento, Dilma destacou que estão na mesa pretextos para realizar um “golpe”, com a eleição indireta de um governo que a presidente afastada classificou como usurpador e que revelou desprezo pelo programa escolhido e aprovado pelo povo em 2014.

“Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder… Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça”, afirmou. “Não é legítimo, como querem meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra. Quem afasta o presidente pelo conjunto da obra é o povo, e só o povo, pelas eleições”.