O bate-boca que marcou a primeira reunião de trabalho da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara que investiga irregularidades na Petrobras rendeu uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).

O parlamentar protagonizou um embate com o presidente da CPI, o deputado paraibano Hugo Motta (PMDB), quando ele anunciou que iria criar quatro sub-relatorias para conduzir as investigações. Na prática, isso reduz o poder do PT, que possui a relatoria, cargo responsável por ditar o foco da apuração.

O PT e o PSOL reclamavam que o presidente não poderia, por conta própria, criar as sub-relatorias e indicar seus membros. Neste momento, Rodrigues chamou Motta de “moleque” e “coronel”, que rebateu dizendo que “quem manda aqui é o presidente”.

Apresentada pelo deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) e outros peemedebistas, a representação foi encaminhada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a Corregedoria, que irá analisar se o caso justifica a abertura de quebra de decoro e enviará para a cúpula da Casa avaliar a situação do deputado. Na ação, os peemedebistas alegam que Rodrigues demonstrou preconceito contra nordestinos e jovens ao atacar Motta, além de ferir as regras da Casa que determinam urbanidade no tratamento entre parlamentares e servidores.