Do total de reservatórios, 55 estão abaixo de 50% do volume e 16 operam em situação crítica

Com a redução das chuvas ao longo de 2025 e a ausência de recarga significativa nos principais mananciais, o Rio Grande do Norte atravessa um dos períodos mais delicados do ponto de vista hídrico dos últimos anos. Dados atualizados do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn) mostram que os 69 reservatórios monitorados no estado acumulam atualmente 2,09 bilhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 39,63% da capacidade total.

Do total de mananciais acompanhados, 55 estão abaixo de 50% do volume e 16 operam em situação crítica, com menos de 10%, cenário que se concentra principalmente nas regiões do Seridó e do Alto Oeste potiguar.

Segundo o Igarn, “neste período do ano, em razão da baixa incidência de chuvas em todo o Rio Grande do Norte, o comportamento esperado é o rebaixamento das reservas hídricas”, com possibilidade de alguma recarga apenas a partir de fevereiro, durante a quadra chuvosa. Para 2026, a expectativa técnica do órgão é de que as chuvas fiquem ao menos dentro da média histórica, cenário que seria suficiente para garantir o abastecimento humano, desde que os sistemas de adução estejam plenamente operacionais.