Até mesmo no núcleo do governo, foi considerada desastrosa a tentativa de colocar na pauta a recriação da CPMF. O primeiro retorno recebido pelo Palácio do Planalto é de que há resistência até mesmo das bancadas do PT na Câmara e no Senado. E que diante da primeira reação, as chances de aprovar o novo imposto são remotas.

“Foi uma semana que de alguma forma, o governo tentava passar bem pela crise política. Mas a volta da CPMF devolve o governo para o centro do turbilhão”, reconheceu um interlocutor da presidente Dilma.

Há o reconhecimento que o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não tem densidade – e muito menos interlocução com o Congresso Nacional – para pautar o tema e influir positivamente nos debates. Chioro ensaia um discurso de criar uma contribuição interfederativa, para tentar ganhar a simpatia de estados e municípios.