O candidato ao Governo Carlos Eduardo (PDT) aproveitou a tarde do feriado de 7 de setembro para percorrer as ruas de Santa Luzia, um distrito de Touros em que a maior parte das ruas é de barro e ainda há casas de taipa. “Tenho 47 anos. Desde os 18 anos, eu voto e ainda não vi nada diferente. Prefeito, vereador, ninguém olha pra nós”, disse Maria Conceição, escorada ao portão de casa, ao candidato. “Não temos educação, não temos saúde. Aqui são dez votos nulos”.
Carlos Eduardo parou para conversar com a mulher. Disse-lhe que apresenta uma proposta diferente de governar; que faz uma campanha independente dos grupos políticos tradicionais; que a prova de que pode ser um bom governador é o que fez em seis anos em Natal. A mulher ouviu atenta e ficou de pensar.
A conversa de Carlos Eduardo com Maria das Graças, algumas casas à frente, foi parecida. “Você é o primeiro que aparece aqui. Se ganhar, não esqueça do interior”, pediu ela.
Carlos Eduardo imprimiu um ritmo mais lento à caminhada e passou a conversar mais demoradamente com as pessoas. Ouviu reclamações; disse algumas de suas propostas; pediu voto de confiança. “Sou candidato independente. O apoio que tenho é o da população”.
A diminuição das desigualdades regionais é uma das marcas do Programa de Governo de Carlos Eduardo. Ele pretende construir uma rede estadual de ensino profissionalizante aliado à pesquisa, de acordo com as vocações de cada território, estimular os pequenos negócios, a Agricultura Familiar, a pesca, e amadurecer a mobilidade regional, pavimentando o acesso entre os distritos.
Carlos Eduardo também quer aprofundar a municipalização da saúde, estabelecendo pactos com as prefeituras para melhorar a atenção básica e administrar os hospitais regionais, universalizar a água de qualidade através do programa de sub-adutoras e chafarizes e apoiar a documentação e a produção cultural de cada território. Há muito mais propostas para o interior no Programa de Governo.
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