O diretor do Departamento de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, João Lucas de Almeida, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Brasil não tem sido penalizado propositadamente com atrasos na liberação de insumos farmacêuticos para produção de imunizantes contra a covid-19.
“Não temos indicação de que eventuais atrasos que já tenham ocorrido, ou eventualmente poderão ocorrer, são diferentes da situação que outros países enfrentam. Pelo contrário. A nossa indicação é de que a China tem priorizado o Brasil, e temos excelentes contatos em todos os níveis de governo para manter o fluxo de IFA [ingrediente farmacêutico ativo] assegurado”, disse.
Em audiência na Comissão Temporária da Covid-19 no Senado, o diplomata reconheceu que há um desafio no curtíssimo prazo para o acesso a vacinas contra o novo coronavírus, ainda que, no médio prazo, haja perspectiva de um “suprimento adequado”. “Os poucos países que têm capacidade produtiva de imunizantes têm se voltado para atender os mercados domésticos”, afirmou Almeida, referindo-se à Índia, à Rússia, aos Estados Unidos e à China.