Depois da tragédia com o avião da LaMia que levava jogadores e funcionários da Chapecoense e jornalistas, outros voos com pouco combustível da empresa boliviana estão vindo à tona. De acordo com a imprensa argentina, a viagem que a seleção do país fez de Belo Horizonte para Buenos Aires também poderia ter terminado em desastre. Isso porque o voo durou quatro horas e quatro minutos, restando apenas 18 minutos de combustível (o de ida para a capital mineira durou 3h29m). O fato causou ainda mais revolta na imprensa argentina depois que o jornal espanhol “El País” revelou como foi feita a escolha da companhia boliviana pela Associação Argentina de Futebol (AFA).
De acordo com “El País”, seis empresas participaram da disputa pelo voo. Cinco destas apesentaram valores superiores a US$100 mil (cerca de R$340 mil): a única proposta abaixo desse valor foi da empresa StarAirways, que cobrava US$ 99 mil (cerca de R$ 330 mil). Entretanto, a empresa não revelava qual modelo de aeronave seria utilizado e nem disponibilizava telefone de contato.