BBBo6vaEm seu último artigo publicado pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (22), o senador interrompido Aécio Neves (PSDB-MG) refuta as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista e reforçadas pela gravação das conversas entre os dois. “Não cometi nenhum crime”, defende-se.

Aécio é acusado de receber R$ 2 milhões da JBS para custear despesas com a defesa em processos aos quais responde no âmbito da Operação Lava Jato.

O tucano, que deixou a presidência do PSDB na semana passada, se refere a esse capítulo em sua biografia como “abalo sísmico”. Acusa Batista de tê-lo grampeado “covardemente” e de, nos diálogos, criar a ele “todo tipo de constrangimento”.

Como o presidente Michel Temer, o mineiro também admite ter sido ingênuo:

Lamento sinceramente minha ingenuidade… A que ponto chegamos? Ter de lamentar a boa-fé. Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interessa na verdade e querendo apenas forjar citações para ajudá-lo nos benefícios de sua delação. Aécio Neves, em artigo na Folha de S.Paulo.

O político revela “enorme tristeza” pela prisão da irmã, Andrea Neves, e do primo Frederico Medeiros, ambos presos pelo envolvimento de Aécio nos conteúdos revelados pelo grampo de Batista.

Para defender a irmã, Aécio afirma que ela procurou o dono da JBS, entre outros empresários brasileiros, para oferecer o apartamento em que mora a mãe deles e que estava à venda. “Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa [na Lava Jato]”, alegou.