O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou, em depoimento à Polícia Federal em 31 de março deste ano, concedido durante as investigações, que não tinha conhecimento de que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura “supostamente cooptavam prefeitos para oferecer privilégios junto a recursos públicos sob a gestão do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] ou ME [MEC]”.

Nas declarações, Ribeiro admite ser dele a gravação vazada, em que diz: “A prioridade é atender primeiro, tá. os municípios que mais precisam e em segundo, atender a todos que são amigos do pastor Gilmar. Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do Gilmar”. No entanto, afirma que ela está descontextualizada e, por isso, solicitou perícia do áudio. Ribeiro diz também que não sabe quem fez a gravação nem quando ocorreu a reunião.