Forum Recuperacao Caatinga EAJ_30Abr15_Cicero Oliveira BR12A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) foi palco nesta quinta-feira, 30, de debate sobre ferramentas de ação para a recuperação da Caatinga. O II Fórum Permanente de discussão sobre Estratégias de Recuperação da Caatinga foi o momento em que o Grupo de Estudos em Produção Animal Sustentável do Rio Grande do Norte (GAPERN) expôs e defendeu a construção de uma política pública intitulada “Defeso da Caatinga”.

“A nossa proposição é no sentido inicial de viabilizarmos o reflorestamento da mata ciliar das fontes de água, que são vitais para o ecossistema. Sem as árvores não há o ciclo de água, que fique bem claro. Esse reflorestamento passa obrigatoriamente pelo envolvimento dos agropecuaristas, que seriam contemplados com um subsídio, que denominamos “defeso da caatinga”, colocou a professora Magda Maria Guilhermino, coordenadora do GAPERN.

Ela explicou, ainda, que esse subsídio seria similar ao oferecido a pescadores quando acontece o defeso da lagosta. “Eles, digamos que parariam de produzir para se dedicar às atividades de reflorestamento. Assim, quanto mais plantio de espécies para a mata ciliar, maior o retorno em termos de subsídio. O contexto que queremos colocar é de uma produção de alimentos sustentável para tornar a Caatinga sustentável também, com uma recuperação progressiva das áreas para mata ciliar”, acrescentou.