MMA pode ser mais perigoso do que o boxe profissional como causa de traumas cerebrais leves, concluiu um estudo da equipe de medicina esportiva da Universidade de Toronto, no Canadá. O artigo foi publicado na edição de março do American Journal of Sports Medicine.

A equipe de Universidade de Toronto revisou vídeos de 844 lutas do UFC, entre 2006 e 2012, e usou métodos estatísticos para analisar “os fatores de risco e características dos nocautes e nocautes técnicos por socos repetitivos no MMA profissional”. Depois de comparar esses números às concussões cerebrais relatadas nos dados médicos dos lutadores nocauteados, os pesquisadores chegaram a algumas conclusões e sugestões.

“A participação em MMA pode ser mais perigosa do que o boxe profissional, o futebol americano e o hóquei no gelo, sob a perspectiva dos traumas cerebrais leves”, concluiu a pesquisa. 31,9% das lutas analisadas terminaram com concussões cerebrais. Em todos esses casos, os nocautes foram resultado de impacto direto à cabeça, mais frequentemente, socos na região do queixo (53,9%).

O tempo entre o soco causador do nocaute e a interrupção da luta foi de 3,5 segundos em média, variando de zero até 20 segundos. Durante esse período, os lutadores derrotados receberam 2,6 socos adicionais, em média, chegando a até vinte golpes adicionais até a intervenção do árbitro.

Quanto aos nocautes técnicos – interrupção da luta para preservar um dos lutadores ou mesmo por desistência -, os pesquisadores verificaram que os perdedores receberam, em média, 18,5 socos durante os 30 segundos anteriores à paralisação dos combates. 92,3% deles, golpes na cabeça.