A deputada estadual Márcia Maia, presidente do diretório do PSB em Natal, disse em entrevista ao Jornal de Hoje, que não está fechada a aliança do PSB com o PMDB. Ela também não descartou que a presidente do PSB, vice-prefeita Wilma de Faria, concorra ao governo do Estado.

Ainda segundo Márcia Maia, o prazo para o anúncio da definição do PSB poderá ser final de abril, isto é, após o prazo de desincompatibilização, o que poderá comprometer a permanência do ministro da Previdência, Garibaldi Filho, à frente do Ministério da Previdência.

Garibaldi não descarta concorrer ao governo do Estado, caso o PMDB não formalize aliança com o PSB. A aliança entre as duas legendas apresentaria como candidato ao governo um nome indicado pelo PMDB, e, para o Senado, a ex-governadora Wilma de Faria. Pelo PMDB são lembrados os nomes do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o do ex-senador Fernando Bezerra. Caso Wilma opte por concorrer ao governo, no entanto, o PMDB deverá lançar Garibaldi Filho. Para tanto, o ex-governador terá que deixar o Ministério até o dia 5 de abril, prazo legal para quem detém cargo público renunciar ou pedir exoneração para ficar apto à disputa eleitoral.

Ao conceder entrevista ao “Jornal das Seis”, da FM 96, Márcia confirmou a intenção de Wilma disputar o Senado, alegando que ex-governadora passou parte da vida pública à frente dos poderes executivos e que, agora, gostaria de atuar no legislativo a partir de 2015. No entanto, a socialista também não descartou o partido lançar a candidatura de Wilma ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. Se isso acontecer, estará implodida no Rio Grande do Norte a aliança entre o PMDB e o PSB.

Márcia recordou que o projeto inicial de Wilma era disputar uma das oito cadeiras a que o Rio Grande do Norte tem direito na Câmara dos Deputados. No entanto, segundo ela, o projeto cresceu em ambição, à medida que Wilma passou a visitar os municípios no interior do Estado, passando paulatinamente a auferir maior apoio da população, que, devido o desgaste do atual governo, começou a reivindicar a volta dela à gestão estadual.

MILITÂNCIA

Sobre as palavras do ministro Garibaldi Filho, que recordou acerto com Wilma, Márcia foi taxativa que quem decide a vida do PSB e da governadora não são acordos com outros partidos, mas a militância do PSB. “Sempre foi dito por Wilma que ela deseja ir para o Legislativo, que já cumpriu a sua missão no executivo estadual e municipal. Há muitos anos que a ex-governadora Wilma está no executivo, seja como prefeita de Natal, seja como governadora do Estado. Ela externou o seu desejo (ao PMDB). Agora, há também o desejo de parte dos militantes do próprio PSB, o nosso partido, que deseja Wilma candidata a governadora”, dispara Márcia.

Para a socialista, o PMDB tem conhecimento de que Wilma poderá ser candidata ao governo, voltando a enfatizar que não há aliança fechada com o PMDB e que o PSB está conversando com outros partidos, e poderá formar outra aliança. “A gente não pode esconder isso, e nem escondemos do ministro e senador Garibaldi Filho e do próprio presidente da Câmara Henrique Alves.

E se não houver comprometimento de Wilma com a candidatura do PMDB a governador, até o dia 5 de abril, Garibaldi, ministro da Previdência, renunciará ao cargo para disputar a eleição contra ela, protagonizando o embate dos ex-governadores. Seria a revanche do senador de um milhão de votos contra a única política que lhe derrotou nas urnas.