Ele foi encontrado morto em 9 de janeiro, na Vila Congonhas

A herança deixada por Miguel Abdalla Netto, estimada em R$ 5 milhões, virou alvo de uma disputa judicial entre a sobrinha Suzane von Richthofen e a prima dele, Silvia Magnani, que busca na Justiça o reconhecimento de uma suposta união estável. O médico, de 76 anos, foi encontrado morto em 9 de janeiro, na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo, sem deixar testamento.

Abdalla não era casado, não tinha filhos e, até o momento, nenhuma pessoa foi nomeada para administrar o espólio. O irmão de Suzane, Andreas, teria aberto mão dos bens. Condenada pela morte dos pais, Suzane pode receber a herança, já que não há impedimento legal automático.

Paralelamente à disputa judicial, a Polícia Civil investiga um furto ocorrido na casa do médico em 20 de janeiro, poucos dias após a morte. Policiais militares foram acionados e constataram que o imóvel havia sido invadido, com móveis, documentos e dinheiro levados.

Segundo Silvia Magnani, um veículo que integra o espólio foi retirado do imóvel “sem qualquer autorização judicial prévia”. Por meio de nota enviada ao Metrópoles, assinada pelas advogadas Débora Cristina Vaccari e Marielli Helena Arruda, a prima afirmou haver “grande preocupação diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos”.