Previsão das renúncia da governadora e do vice-governador em 2026 dominou discussões

A possibilidade de o Rio Grande do Norte contar com duas eleições para governador em um mesmo ano foi um dos principais temas discutidos na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do estado nesta terça-feira (3).

Caso a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) de fato renunciem em abril para se candidatarem a cargos legislativos – intenção já confirmada por ambos – a Assembleia precisará eleger um novo governador e vice para um mandato-tampão até janeiro de 2027. A eleição será indireta, com votos dos 24 deputados estaduais.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) afirmou que o assunto ainda é uma conjectura, mas já definiu que os votos dos deputados serão abertos, ou seja, sem votação secreta.

“Diante dessa possibilidade, durante o mês de janeiro, eu me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Será feito um projeto de lei com as diretrizes desta eleição. Se isso vier acontecer, nós temos que esperar”, disse o parlamentar.

“A assembleia só se manifesta se houver a vacância. Nós teríamos como eleitores os 24 deputados. E poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido que tenha mais de 35 anos, com conduta ilibada. Seria feita uma chapa de governador e de vice-governador, porque nós teríamos a vacância dupla e a eleição se daria aqui na Assembleia”, afirmou.