
A crise humanitária enfrentada pela Venezuela provocou um crescimento expressivo no número de cidadãos venezuelanos residentes no Brasil atendidos pelo Bolsa Família. Em oito anos, o total de beneficiários saltou de 1.062 pessoas, no fim de 2017, para 205 mil em setembro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
O avanço acompanha o aumento do fluxo migratório para o Brasil, especialmente a partir da deterioração das condições econômicas e sociais no país vizinho. Grande parte dos migrantes chega em situação de vulnerabilidade, com dificuldades de acesso imediato ao mercado de trabalho e dependência inicial de políticas públicas de assistência.
Atualmente, os venezuelanos representam 61% dos 331 mil estrangeiros beneficiários do Bolsa Família, tornando-se, de longe, a principal nacionalidade atendida pelo programa. Os demais 39% estão distribuídos entre diferentes países, com destaque para migrantes oriundos de nações que também enfrentam crises econômicas, sociais ou humanitárias.
Entre os países com maior número de beneficiários estrangeiros do Bolsa Família estão:
Venezuela, com ampla maioria dos atendidos;
Haiti;
Cuba;
Colômbia;
Bolívia;
Peru;
Paraguai.