Com uma abstenção de 16,41% dos eleitores em todo o País e altos índices de votos nulos e em branco, considerados inválidos, as eleições municipais do domingo, 7, somaram mais de 35 milhões de votos não contabilizados no resultado final do pleito. O número representa 25% do total de eleitores no País.

“Não é uma situação para se questionar a legitimidade do pleito, mas é preciso entender que esse voto inválido é visto como uma alternativa do eleitor quando ele acha que as opções apresentadas não são adequadas”, avalia o cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “São várias as circunstâncias que interferem nesse total, como a rejeição a um candidato ou a um partido, como acontece em São Paulo”, afirma.