O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê um novo benefício salarial para juízes e promotores acendeu um alerta no governo. Estudos sobre o texto de autoria do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apontam que o impacto para os cofres públicos pode ser de R$ 1,8 bilhão, nos levantamentos mais conservadores, a até R$ 42 bilhões por ano.

A bomba fiscal, caso se concretize, pode chegar a comprometer planos do Executivo que tenta desde o início do atual mandato elevar a receita para colocar em prática programas sociais. O texto agora segue para o Plenário.

Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve entrar em campo e procurar Pacheco para conversar sobre o tema, assim que voltar de Washington, nos Estados Unidos, onde participa de agendas do G20.

“Não me parece adequado o Congresso sinalizar uma matéria para o topo da carreira do funcionalismo público enquanto não há proposta para os servidores. O governo tem feito um esforço fiscal em diferentes áreas. Vamos dialogar e pedir bom senso e reflexão do Congresso”, afirmou Randolfe.