A contraprova do exame de Paolo Guerrero confirmou a presença da benzoilecgonina, um metabólito da coca e da cocaína, configurando o doping positivo para o estimulante.
O bioquímico L. C. Cameron, que faz parte da equipe de defesa do jogador e é o coordenador do Laboratório de Bioquímica de Proteínas da UNIRIO, foi quem acompanhou a abertura da amostra B, na última quinta-feira, em Colônia, na Alemanha. Essa análise só testa a substância analítica adversa que aparece na amostra A. Guerrero fez o exame após o jogo do Peru contra a Argentina pelas Eliminatórias, em 5 de outubro.
A defesa do jogador também já recebeu o estudo analítico do exame, com detalhes do teste na urina, como as substâncias pesquisadas. E segundo Bichara Neto, advogado do atleta, “a concentração de benzoilecgonina é muito baixa, compatível com a tese de contaminação cruzada”.