Entre uma amostra de trabalhadores que fizeram saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 38% usaram o dinheiro para pagar dívidas em atraso, revela uma pesquisa dibulgada nesta quinta-feira (8) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Outros 4% dos trabalhadores usaram esse recurso para pagar parte das dívidas atrasadas, enquanto 29% utilizaram os valores para pagar despesas do dia a dia. Há ainda 19% de trabalhadores que optaram por poupar o benefício.
O dinheiro extra foi usado por 14% dos entrevistados que sacaram os recursos para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro. De acordo com a pesquisa, somente 13% dos trabalhadores que sacaram o benefício até o momento usaram o recurso financeiro para fazer compras extras.
A estimativa do SPC Brasil e da CNDL é de que os saques do FGTS poderão injetar até R$ 14,6 bilhões nos ramos do comércio e serviços, considerando a estimativa do governo, de que os saques atingirão R$ 34,5 bilhões.